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Bullying: O preço da diferença... Explicações sobre o Termo

A diferença certamente  é a maior riqueza o ser humano. É na diferença que reconhecemos como todos somos únicos e especiais, no entanto, principalmente no período escolar, é a diferença que define em que grau podemos ou não ser  considerados normais .
Facilmente encontramos alguém que lembre com angústia a forma pela qual seus colegas de infância  e adolescência o tratavam. Apelidos, agressões e tantas outras provocações acompanham muitas pessoas até hoje. Tais situações foram tão marcantes para algumas delas, que foram responsáveis por orientar o rumo da história de vida, deixando marcas que o tempo muitas vezes não apagou.
O chamado Bullying, atitudes  que alguns indivíduos têm em relação a outros que provocam medo, angustia ou dor, normalmente  acontece devido a sensação que a diferença provoca em algumas  pessoas: superioridade diante a “anormalidade”. Essa sensação torna indivíduos fora do padrão estético, ideológico, racial, comportamental e etc., uma espécie de atração circense, que precisa ser notado e desvalorizado.
Pode ocorrer em forma de violência física, verbal, material, psicológica, moral, sexual ou virtual, quando não simultaneamente. Um apelido,  uma ofensa, um empurrão, o isolamento, a inibição e tantas outras situações que se apropriam da humilhação, torna o Bullying um problema que não pode ser ignorado, afinal são vítimas o agredido, o agressor e todo o restante da sociedade.
Muitas das ações consideradas Bullying são ignoradas: tanto os pais quanto a escola, tendem a uma inclinação cultural quando se trata disso; muitas vezes entende-se como normais certas atitudes que futuramente poderão contribuir de forma negativa na vida da vítima e do agressor: “Mas foi só um apelido! Não aconteceu nada demais”. “Foi um empurrão, só”. A sociedade não percebe que a simplicidade do ato em si pode esconder um dano incapaz de ser amenizado, uma vez que é recente o estudo dos efeitos negativos de práticas de não aceitação do outro, tão comum desde os primórdios da humanidade, diante a intolerância do homem com seu próximo.    .
O fato é que, comprovado inclusive por órgãos oficiais de justiça, educação, direito, psicologia dentre outros, o Bullying é uma ameaça aos indivíduos, tornando-se então questão de justiça. Baseado nessa  ideia o Conselho Nacional de Justiça (CNJ)  idealizou e  lançou uma cartilha com orientações aos pais e  educadores a fim de preveni-lo e combatê-lo dentro da escola e da comunidade.
O Bullying nessa cartilha é tratado como fenômeno social que necessita de intervenção. Ela conscientiza o leitor inclusive a respeito das conseqüências que as vítimas desse fenômeno podem enfrentar tanto no local da violência, quanto ao longo da vida: desinteresse escolar, transtornos, fobias, ansiedade e até possíveis tentativas de suicídio.
 Trata ainda de como a escola, a comunidade e a família precisam investigar a ocorrência do Bullying e tomar as devidas providências (mesmo que implique em ações judiciais, policiais ou administrativas) pois não pode ser negado a ninguém o direito do respeito à dignidade, garantido na Constituição, fato que é ferido em decorrência do fenômeno. Nesse caso a  omissão poderá ser responsabilizada, diante a complexidade e implicações do ato.
Disponível no site: http://www.cnj.jus.br, a cartilha além de objetiva é abrangente diante do tema, pois institui formas inclusive de identificar  vítimas do Bullying (pessoas retraídas, tímidas, excluídas em momentos sociais,  que podem apresentar lesões devido à violência ) e praticantes (indivíduos que sentem prazer no sofrimento alheio de qualquer natureza). Em breve será distribuída em diversas instituições de educação, proteção e direito destinado à criança e ao adolescente.
O Bullying está presente em todas as esferas sociais, a muito produzindo uma reação negativa na vida de muitas pessoas, o que torna  urgente a necessidade de compreensão sobre o que o fenômeno provoca, pois enquanto seres humanos necessitamos da aceitação da diferença como fator principal à paz. Necessitamos do reconhecimento da singularidade do outro para que seja possível a compreensão de nós mesmos, por isso é importante que, se houver  indícios que o Bullying está ocorrendo, haja intervenção imediata, afinal todos temos direito de ser quem somos sem prejuízo algum.
Não deve haver preço  para viver a diferença, mas sim apreço, cuidado, atenção e acima de tudo respeito e tolerância. Muitos já pagaram o preço por serem considerados fora dos padrões, como se existisse um padrão único, portanto o resta agora é buscar orientação para que não ocorra a morte da beleza e divindade de ser diferente.

Se você utilizar esse texto, cite essa fonte:
SANTOS, Mônica Padilha dos. Bullying: o preço da diferença . [online] Disponível em  http://monicapadilha.blogspot.com/p/bullying-o-preco-da-diferenca.html. Acesso em ( Coloque o dd/mm/aaaa)

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